Programa Esquina Segura passa por redesenho para ampliar segurança no trânsito de Fortaleza

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Programa Esquina Segura passa por redesenho para ampliar segurança no trânsito de Fortaleza

Foto: Reprodução

O Programa Esquina Segura, implantado pela Prefeitura de Fortaleza por meio da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), está ganhando um novo desenho em diferentes pontos de Fortaleza nas últimas semanas. Além de sinalizar o espaço reservado, garantindo visibilidade para motoristas em vias transversais e impedindo o estacionamento irregular nas esquinas, o projeto também pretende facilitar a travessia de pedestres.

O Programa obedece ao padrão de sinalização, previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e já adotado em outras cidades brasileiras como São Paulo e em países como Estados Unidos, Espanha, Colômbia e México. Agora, quem anda a pé teve a área de travessia encurtada, ficando menos exposto na via, graças ao prolongamento da calçada demarcada por pintura da cor verde, tachões e balizadores.

A medida facilita a visibilidade dos pedestres e condutores durante a travessia. E melhora a percepção dos usuários de que não é permitido estacionar nas esquinas e a menos de cinco metros do bordo do alinhamento da via transversal. “É comprovado por diversos estudos e observações em diferentes países que deixar livre a área de visibilidade nos cruzamentos, além de reduzir a distância de travessia de quem anda a pé, reduz os acidentes e atropelamentos”, afirma o coordenador executivo da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária de Fortaleza, Dante Rosado.

Desde o início do Programa Esquina Segura, em março de 2017, houve uma redução de 61% no número de acidentes com vítimas em 244 pontos de Fortaleza, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em parceria com a AMC. O número total de mortes causadas por acidentes de trânsito na Capital caiu pela quarta vez consecutiva, saindo de um total de 377 para 226 entre 2014 e 2018. O índice de mortes no trânsito por 100 mil pessoas, indicador utilizado pela ONU para comparar estatísticas entre cidades em todo o mundo, diminuiu 40% no mesmo período, caindo de 14,7 para 8,5. A estimativa é de que 423 vidas foram salvas nos últimos quatro anos.