Câmara de Fortaleza aprova distribuição gratuita de absorventes para estudantes e mulheres em situação de vulnerabilidade social

O projeto segue para redação final e, posteriormente, será enviado ao Executivo para sanção do prefeito Sarto Nogueira (PDT).

Câmara de Fortaleza aprova distribuição gratuita de absorventes para estudantes e mulheres em situação de vulnerabilidade social

Rovena Rosa/ABr (Agência Senado)

A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou o Projeto de Lei Ordinária nº 612/2021, que institui a Política Municipal de Atenção à Higiene Íntima e Saúde Menstrual.

A matéria garante a distribuição gratuita de absorventes para estudantes da rede municipal pública de ensino, adolescentes, jovens, e mulheres em situação de extrema pobreza e vulnerabilidade social.

O projeto segue para redação final e, posteriormente, será enviado ao Executivo para sanção do prefeito Sarto Nogueira (PDT).

A proposta também visa promover ações para difundir informações adequadas sobre saúde íntima, higiene menstrual e acesso a políticas públicas, ações educativas sobre saúde menstrual por meio de campanhas, palestras, oficinas, cartilhas e demais materiais educativos.

O líder do governo na Câmara, vereador Gardel Rolim (PDT), agradeceu aos parlamentares pela aprovação do projeto e destacou o protagonismo do Legislativo e do prefeito Sarto Nogueira na discussão dessa matéria.

“Esse tema foi fruto de um debate nacional, provocado pelo Congresso Nacional, chegou às mãos do presidente Bolsonaro a oportunidade de fazer esse gesto com as pessoas mais vulneráveis, e o prefeito Sarto protagonizando essa atitude aqui na Prefeitura de Fortaleza, manda essa mensagem e a Câmara compreendendo bem a importância disso aprova nessa manhã,” destacou o vereador.

Larissa Gaspar (PT) também enfatizou a importância da aprovação do projeto que vai ao encontro do indicativo de sua autoria que visa assegurar absorventes higiênicos.

“Compreendemos a realidade de milhares de mulheres, meninas, homens trans e pessoas não binária que enfrentam o problema da pobreza menstrual. Não se trata apenas de não ter acesso ao absorvente higiênico, se trata ter acesso a um conjunto de políticas públicas estruturantes fundamentais. Espero que essa política seja implantada o mais rápido possível”, disse.