Identificadas empresas e pessoas na Operação Black Flag da Polícia Federal

Esquema criminoso

Identificadas empresas e pessoas na Operação Black Flag da Polícia Federal

PF

A Polícia Federal investiga supostos grupos criminosos que criava empresas de fachadas , falsos documentos e laranjas para cometer crimes no sistema financeiro.

Essas pessoas movimentaram cerca de R$ 2,5 bilhões em 10 anos. São resultados da Operação Black Flag realizada nesta terça-feira, 11, que cumpriu 15 mandados de prisão e 70 de busca e apreensão em 11 cidades de três estados (São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará) e do Distrito Federal.

A PF revelou que um suposto grupo criminoso criava identidade falsa e empresas fantasma com objetivo de movimentar valores através de financiamento da agência de fomento do governo de São Paulo, a Desenvolve SP, e a da Caixa Econômica Federal.

O Antagonista teve acesso com exclusividade o inquérito da Polícia Federal, que revela que grupo abria empresas para fazer pequenos depósitos bancários em contas de funcionários fantasmas e pessoas conhecidas como laranja para driblar a fiscalização da Receita Federal.


As empresas envolvidas no esquema

*Portilho e Silva Ltda;

*Lionfer Indústria e Metalurgia Ltda;

*Lionfer Comercial Siderurgia Ltda;

*Watio Indústria e Comércio Ltda;

*Sandylon Investments, offshore com sede no Panamá supostamente criada pare receber depósitos das companhias listadas acima.


Companhias-fantasma para movimentar valores fraudados

*OL – Indústria Metalúrgica;

*Capital Brasil – Investimentos e Participações Ltda;

*LIM – Tecnologia de Cortes, Soldas e Usinagens Ltda;

*Flixeten Sociedad Anonima;

*AT&T do Brasil – Investimentos e Participações Ltda; 

*AT&T do Brasil – Property Division Ltda.


Pessoas acusados:

*Rodolfo Portilho Toni, considerado pelas autoridades o líder do grupo;

*Aedi Cordeiro, acusado de ser responsável pela produção das identidades falsas;

*Osvaldo Toni, pai de Rodrigo;

*Maria Luiza Portilho Toni, mãe de Rodrigo;

*Mayara Bianchi Nogueira, esposa de Rodrigo. Recai sobre Aedi e Rodolfo a acusação, segundo a PF, de “criar uma verdadeira família de pessoas físicas falsas”.


Nomes supostamente inventadas:

*Osvaldo Tonny;

*Luisa da Siva Tonny;

*José Rodolpho da Silva Tonny;

*Marcus Andre da Silva Tony; 

*Dirce de Oliveira Tonny.