Polícia Federal faz operação em Fortaleza contra suposto desvio de recursos públicos no Hospital de Campanha do PV

Na ação estão 35 agentes da PF e 8 servidores da CGU, cumprindo 7 mandados de busca e apreensão em Fortaleza e Brasília.

Polícia Federal faz operação em Fortaleza contra suposto desvio de recursos públicos  no Hospital de Campanha do PV

Reprodução

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira, 23, operação Cartão Vermelho 2. 

O objetivo é desarticular grupo investigado por crimes de corrupção, malversação/desvio de dinheiro público federais e fraude em procedimento de dispensa de licitação. A investigação é direcionada ao Hospital de Campanha do Presidente Vargas em Fortaleza. 

Na ação estão 35 agentes da PF e 8 servidores da CGU, cumprindo 7 mandados de busca e apreensão em Fortaleza e Brasília.

Nota da PF

PF combate desvio de recursos públicos no contexto da pandemia Covid-19

Fortaleza/CE- A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU), deflagrou a Operação CARTÃO VERMELHO 2, na manhã desta segunda-feira, 23/08, com objetivo de desarticular grupo investigado por crimes de corrupção, malversação/desvio de recursos públicos federais e fraude em procedimento de dispensa de licitação, no contexto do enfrentamento ao coronavírus, em específico no Hospital de Campanha montado no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza/CE.

Cerca de 35 policiais federais e 8 servidores da CGU estão cumprindo 7 Mandados de Busca e Apreensão, em domicílios de investigados, em Fortaleza/CE e Brasília/DF, com a finalidade de instruir inquérito policial que apura indícios de atuação criminosa de servidores públicos, dirigentes de organização social sediada em São Paulo contratada para gestão do hospital de campanha e empresários. As investigações tiveram início em 2020 e, a partir dos dados coletados e analisados pela PF e CGU na primeira fase da Operação Cartão Vermelho deflagrada em novembro de 2020, foram reforçados indícios de conluio entre os investigados para direcionar escolha de organização social, com pagamentos superfaturados, transações com empresas de fachada, desvio de recursos públicos federais e enriquecimento ilícito dos investigados.

As investigações continuam com análise do material apreendido na operação policial e do fluxo financeiro dos suspeitos. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, ordenação de despesa não autorizada por Lei e organização criminosa, e, se condenados poderão cumprir penas de até 33 anos de reclusão.

Haverá atendimento à imprensa hoje,  às 10h:30min na Superintendência da Polícia Federal no bairro de Fátima, em Fortaleza/CE.

Comunicação Social da PF no Ceará (85) 33924867/9.9972-0194